<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1588206731570406425</id><updated>2011-09-11T06:23:52.573-07:00</updated><title type='text'>SoldadoRaso</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://soldadoraso.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1588206731570406425/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soldadoraso.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Martin de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16397363681563223952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>10</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1588206731570406425.post-5902111232102327016</id><published>2010-11-21T22:59:00.000-08:00</published><updated>2010-11-21T23:08:37.561-08:00</updated><title type='text'>Sérgio Vieira: Um Texto Contraditório e de Negação do Passado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Do amigo Lopes Muapenta (irmão do Castro que assina o último texto publicado neste blog) recebi o texto que ora publico. O país está ao rubro com ex-dirigentes que, nos últimos tempos, se especializaram em críticos do Governo esquecendo, na maior parte das vezes, as suas próprias responsabilidades nos resultados (ou falta deles) que ora criticam. Mas vejamos o texto.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Sérgio Vieira: Um Texto Contraditório e de Negação do Passado&lt;br /&gt;Lopes Muapenta &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Coronel Sérgio Vieira decerto que está a fugir das suas próprias ideias e responsabilidades enquanto (até há bem pouco tempo) agente activo no devir de Moçambique e com responsabilidades acrescidas naquilo que são as prioridades do Estado de Momento. É pelo menos isto (se quisermos ser brandos) o que nos sugere a sua a sua última “Carta a Muitos Amigos” da edição de 11 de Novembro, com o título “Sobre o rei nu”. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O Coronel Sérgio Vieira foi buscar uma lenda, sobre um Rei que certa vez andou nu, para insinuar, que o Presidente da República a par do Rei dessa lenda está também a andar nu. Não nos deteríamos a comentar insinuações desta natureza que devem ter suas motivações que não nos interessam se não achássemos que, no caso de Moçambique, a figura do alfaiate lhe assenta como uma luva. Isto é, da acção competente do Coronel poderia resultar numa figura melhor do Rei. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas vamos por partes. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O Coronel foi durante muitos anos o dirigente do Gabinete Para o Desenvolvimento do Vale do Zambeze (doravante “GPZ”) criado pelo Governo em 2005. A julgar pelas funções e potencialidades, era um projecto que tinha tudo para dar certo ou não representasse o vale do Zambeze em termos de África Austral: &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;A maior reserva de água para o subcontinente; &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;A maior reserva de carvão de coque, de alta qualidade; e&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;A zona de melhor potencial agrícola, em termos de vastidão de terras de qualidade, assim como nas reservas de água. &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É aqui onde começa a vislumbrar-se a fuga de responsabilidades do Coronel Sérgio Vieira principalmente no que tange ao potencial agrícola e o papel do GPZ durante todo o tempo gerido por ele nesta vertente. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para o Coronel Sérgio, há “…contradições entre os discursos laudatórios de sucessos e a frieza dos dados estatísticos oficiais”. Ao que questiona: “quem engana a quem?”. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Uma pergunta interessante, mesmo porque a resposta desta já coloca o Coronel na linha de fogo do qual foge. É que o Coronel é também parte, pensamos nós, do leque de pessoas que fortemente contribuíram para que em determinadas áreas, pouco se encontre do “que se faz ou se planifica fazer, de modo efectivamente organizado” como ele mesmo afirma. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Segundo Hipolitico Hamela falando no Café da Manha, Sérgio Vieira recebia no GPZ dez milhões de dólares. O que fez com esse dinheiro? Pergunta-se Hamela para depois responder “zero! Zero! Zero! Pronunciando o terceiro zero mais zangado ainda pela forma como o Coronel esbanjou tanto dinheiro público. O Coronel não desmentiu o Hamela. Mais Veja uma empresa com mais de 100 viaturas 4X4! Quanta escolas teriam sido contruidas? Mais ainda, sabe-se que Sérgio Vieira para alem de DG da GPZ, era PCA da SOGIR, empresa participada pela GPZ e PCA de outras tantas participadas pela SOGIR entre elas a SOVALE, SAPVZ, MCBZambeze, OLAM algodão de Zambeze. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tomemos a Revolução Verde como exemplo. Desde 1975 que o Estado definiu a agricultura como base de desenvolvimento. O Coronel foi, durante 10 anos, dirigente de uma área que com maior potencial agrícola da África Austral. Nestes termos, qualquer estratégia integrada que envolva o potencial agrícola do país, para ter sucesso dependia também do seu esforço e labor nessa qualidade. Como dirigente visionário que sugere acções concertadas, planificadas e organizadas, só a região do vale do Zambeze poderia ser indicativa e demonstrativa do sucesso da revolução verde, caso houvesse por ali alguma competência do alfaiate que evitasse a vergonha do Rei (salvo se, no caso do Coronel, a falta de diligência no papel de Alfaiate visava justamente mostrar a “massinguita” do Rei). &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ora vejamos e para comprovar o que acima dissemos, que, dos dados disponíveis e que foram objecto de consulta, consta que dos 225 000 km 2 (cerca de 220 milhões de hectares), o vale do Zambeze tem cerca de 52% dos recursos hídricos do pais e, tinham sido já identificados e segundo a mesma fonte, 2, 5 milhões de hectares para a agricultura, por exemplo, onde cerca de 1,5 milhões de hectares destinavam-se a agricultura intensiva, com regadios, e questionamo-nos, com os pontos já identificados, com as metas já definidas, com disponibilidade e robustez financeira que se conheceu do vale, o que ela produziu? Nada!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Parte da Revolução verde do qual reclama não estar a acontecer, teria sido feita com o esperado e não concretizado contributo que o Gabinete do Coronel Sérgio dirigia. De facto olhando para os dois eixos essenciais e complementares que tinham sido planificados para este gabinete, nomeadamente dos grandes projectos que se sabe orientados para a produção de energia eléctrica, com base na água e carvão, a exploração dos recursos do subsolo, carvão granitos e o de coordenar acções com as comunidades (desenvolvimento comunitário), destinados a potenciar o desenvolvimento da agricultura, silvicultura, pecuária, pescas e processamento local da produção destinada ao mercado, este Gabinete teria sido o grande impulsionador da Revolução verde. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É de pretenso mau gosto apontar o que não está bem como se nunca tivesse responsabilidade no que aconteceu. Repisamos, o GPZ foi um projecto que tinha tudo para dar certo, e que dele só se conhece o insucesso. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na esteira do que diz o Coronel sobre informar com verdade, achamos nós que, se a verdade tivesse orientado o Coronel Sérgio Vieira na informação que dava ao Presidente da República, já há muito teria sido extinto este Gabinete, justamente porque nunca logrou produzir o que se propunha produzir. E não foi extinto antes porque, entendemos nós, que faltou sempre informação realística, na verdade o discurso laudatório que o Camarada Sérgio fazia do GPZ, era desmentido e usando suas próprias palavras pela “frieza dos dados estatísticos oficiais”. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E lembro de memória uma entrevista a uma das estações de televisão onde o Coronel exemplificava o aparente sucesso do GPZ com a construção de um furo de água, ao que segundo ele, com a redução da distância onde se buscava a àgua, a rapariga tinha tempo para ir à escola. Um exemplo apaixonante até, mas que não espelhava e nem de perto o que se esperava do Gabinete e do contributo real que deveria dar. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Uma pergunta que deve andar nas cabeças de todos nós neste momento e considerando que o Coronel é apologista da planificação e organização (de certeza implementados no GPZ) nas acções é: o que fez com que o projecto não fosse extinto, volvidos mais que dez anos? &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Vale a pena revisitar as palavras do ilustre Coronel quando questiona se “…Não escondemos e alteramos dados que, depois, sob o risco de passarmos por imbecis ou do contra, não ousamos denunciar?” Só a omissão e alteração de dados pode justificar e desculpar o facto de se manter por longos períodos de tempo um gabinete moribundo. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mais, não se percebe o que pretende alcançar o ilustre Coronel quando diz que “Assisti em diversas localidades e distritos às presidências abertas de Armando Guebuza. Ouvi relatórios em realizações exclusivamente de terceiros se apresentavam como acções deste ou daquele sector de governação local. Escamoteava-se a verdade, sobretudo, porque nunca se mencionava quem levara o cabo o trabalho”-fim da citação. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se o Coronel assistiu, logo presenciou: o que fez? Calou-se. Diz mais este alto quadro desta nação: ”constatei que em alguns sítios, emissários das governações locais ameaçavam de represálias as pessoas que queria denunciar anomalias e, até, actos flagrantes de corrupção.” O que fez uma vez mais? Calou-se, mesmo ouvindo o incentivo do Presidente para a expressão livre dos participantes. Calou-se no seu silêncio cúmplice a espera da melhor oportunidade de gritar a nudez do Rei; calou-se e vem agora dizer em jornais o que podia muito bem ter dito, feito ou evitado na hora. Tete deve ter muitas saudades do falecido Primeiro Secretario Castro que não dava espaço as baboseiras do Coronel.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E porquê não o disse? Porque é, quanto a nós parte da nudez do rei e, querer sacudir o capote agora, não passa de um exercício inútil de quem nunca quer arcar com a verdade, mesmo quando sabe e escreve que um “estado forte, uma governação forte só preservam e ampliam esse seu estatuto trabalhando com verdades, dados fiáveis….”-fim da citação. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas não nos espanta este Coronel. É o mesmo que, por alturas da morte do Grande líder Samora Machel, era Ministro da Segurança e a sua poderosa máquina secreta não “captou” nada dos preparativos da tragédia que viria acontecer. É este Coronel que até devia ter viajado com o Grande Líder e, a última hora, sabe se lá porquê, não foi “Quantas vezes me chamou Samora para chorar num ombro confiável porque X e Y haviam caído”, diz o Coronel no seu livro um livro que diz que escreve o que testemunhou mas quando o folheamos descobrimos ha coisas que so podem ter sido imaginadas pela sua fértil memória. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É este Coronel cujo testemunho escrito em livro sobre factos sobre a luta de libertação vem sendo desmentido por muitos companheiros seus, ora lhe chamando mentiroso, ora, como nós, lhe lembrando que tinha responsabilidade para que as coisas acontecessem diferente do que aconteceram ou que sem a sua acção poderia se ter almejado sucesso. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E o exemplo da verdade, deve vir de cada um de nós, descobrir a nudez do Rei agora, é similar a acção do Camarada Rebelo, de querer fazer-se primeiro entre os iguais.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1588206731570406425-5902111232102327016?l=soldadoraso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soldadoraso.blogspot.com/feeds/5902111232102327016/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1588206731570406425&amp;postID=5902111232102327016&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1588206731570406425/posts/default/5902111232102327016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1588206731570406425/posts/default/5902111232102327016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soldadoraso.blogspot.com/2010/11/sergio-vieira-um-texto-contraditorio-e.html' title='Sérgio Vieira: Um Texto Contraditório e de Negação do Passado'/><author><name>Martin de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16397363681563223952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1588206731570406425.post-7382969322926051947</id><published>2009-10-27T00:19:00.000-07:00</published><updated>2009-10-27T00:22:42.471-07:00</updated><title type='text'>Sobre um Semanário que Costumava Dizer a Verdade</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Castro Muapenta&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“Piromania”, “Circo Leopoldo”, ”Chumbo à vista”, “Batota”, “pouco ou nada já se pode fazer para salvar o processo”, “Frelimistas fornecem material eleitoral”, “Fantasma da fraude”, estes são os títulos incendiários que um semanário da praça, que já foi referência no jornalismo moçambicano, foi escolhendo para reportar o processo eleitoral moçambicano. São títulos que demonstram uma grande consistência e uma constância para o alcance de um objectivo perceptível a olho nu: Fazer com que os resultados das eleições não sejam credíveis.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O que é que se pretende com esta estratégia? Muito provavelmente, os mentores destas “mentícias” pretendem diminuir a legitimidade do vencedor das próximas eleições que toda a gente já conhece. O próprio semanário publicou há alguns meses uma sondagem (da Afroborometer) que dava impressionantes níveis de aceitação popular de um dos candidatos. Parece que alguns sectores internos e externos entenderam que uma vitória tão avassaladora seria difícil de gerir. Daí o recurso a estratagemas desenhados para criar desconforto no vencedor e transmitir a ideia de que a vitória poder-se-ia dever ao facto de ter havido batota ou do facto de já nada se poder fazer para salvar o processo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O semanário em questão tentou, no princípio da campanha eleitoral, seguir a estratégia que conduziu ao caos político no Zimbabwe. A ideia era replicar essa experiência no nosso país. Foi visível o esforço que os editores desse semanário fizeram para construir a imagem de que a Campanha Eleitoral estava a ser condicionada por uma violência institucional, pelo uso abusivo dos bens do Estado e pelo amordaçamento da oposição, com apoio dos órgãos eleitorais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;As duas primeiras construções caíram por si sós. Na verdade, o processo eleitoral em curso foi o mais pacífico da curta história multipartidária da nação. Foi verdadeiramente impressionante a sintonia dos líderes políticos mais destacados nos apelos aos seus apoiantes para a contenção. Qualquer observador atento pôde verificar que as brigadas de mobilização dos diferentes Partidos circulavam em perfeita liberdade e segurança. Foi pois visível o constrangimento com que o semanário incendiário teve que abandonar o entusiasmo e a satisfação inicial na reportagem dos casos de violência eleitoral.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Sobre o uso de bens do Estado deu-se um fenómeno similar. Se em eleições anteriores, fruto da própria história do país, era possível encontrar uma ou outra viatura a transportar brigadas de choque de um determinado Partido para irem fazer campanha, nestas eleições esse facto não aconteceu em absoluto. A simples realidade de esse mesmo semanário, nos casos em que tentava provar que havia uso de carros do Estado para a campanha, ter tido dificuldade de arrolar mais de cinco ou seis casos em toda uma semana, é prova irrefutável de que não se pode falar, com propriedade, do uso de viaturas do Estado. Mesmo as poucas matrículas que foram apresentadas, não são indicação definitiva de que elas existem, de que as viaturas estavam realmente em campanha, ou de que as mesmas não estejam em processo de leasing para as pessoas que as estivessem a usar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Fica pois claro do que aqui se diz que fracassou a tentativa de manchar o processo eleitoral com base na manipulação da violência. Fracassou a tentativa de manchar o processo eleitoral com base na alegação do uso abusivo de bens do Estado para fins de política partidária. Não teria credibilidade qualquer tentativa de minimizar os resultados eleitorais com base nestas mentiras.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Foi, assim, com grande desespero de causa que o semanário de que temos vindo a falar se agarrou à sua estratégia de descredibilização dos órgãos eleitorais. Para tal recorreu à tergiversação dos factos, à manipulação e à mentira mais despudorada. Por exemplo, com os títulos “Piromania” e “Batota” pretendiam transmitir a ideia de que a CNE, de maneira irresponsável, estava a prejudicar Partido(s) Político(s) e Candidato(s) ao processo eleitoral. Nessa tese alinhava com a posição de alguns dos nossos amigos estrangeiros segundo a qual a aceitação das candidaturas deveria respeitar um princípio subjectivo de inclusão. Quando ficou provado que a decisão da CNE se fundava na legislação eleitoral aprovada pelo Parlamento moçambicano o desespero cresceu. Partiu então para a tergiversação e para a mentira. Transmite nos seus editoriais a ideia de que na avaliação de concursos públicos os agentes do Estado deveriam passar a perguntar a filiação partidária dos accionistas das empresas concorrentes. Este passaria a ser um dos critérios de avaliação!!!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Daqui para a mentira a distância é curta. O exemplo é a última parangona desse semanário que reza “&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Fantasma de fraude”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, título incendiário na base do qual se tenta construir uma mentira, segundo a qual a empresa que forneceu “software” à CNE não existe. Felizmente que no nosso país ainda há jornalistas sérios e íntegros.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Muitas das invencionices e mentiras desse semanário acabaram sendo expostas publicamente. O nosso voto é que ninguém, incluindo os observadores que convidamos que virem assistir à nossa festa, se agarre nestes factos capciosos e viciosos para julgar um processo que está a decorrer com toda a normalidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Esperamos, sobretudo, que o semanário de que temos vindo a falar volte a ser um jornal isento&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; Leia &lt;a href="http://ideiassubversivas.blogspot.com/2009/10/manchachete-do-savana-havera.html"&gt;Aqui&lt;/a&gt; A MANCHA (CHETE) do SAVANA: Haverá Rectificação?&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1588206731570406425-7382969322926051947?l=soldadoraso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soldadoraso.blogspot.com/feeds/7382969322926051947/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1588206731570406425&amp;postID=7382969322926051947&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1588206731570406425/posts/default/7382969322926051947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1588206731570406425/posts/default/7382969322926051947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soldadoraso.blogspot.com/2009/10/sobre-um-semanario-que-costumava-dizer.html' title='Sobre um Semanário que Costumava Dizer a Verdade'/><author><name>Martin de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16397363681563223952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1588206731570406425.post-6481489490486805758</id><published>2009-06-24T07:20:00.000-07:00</published><updated>2009-06-24T07:53:58.015-07:00</updated><title type='text'>Discutindo Convicções</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; "&gt;É interessante a forma como discutimos as coisas em Moçambique. Toda a gente adora atropelar o Governo e a Frelimo de todas as formas possíveis e imaginárias. Muitos não se coibem de, através de seus blogs, lançar impropérios para as figuras do nosso Estado e, até, qual azagaísmo, faltar o respeito devido às pessoas de quem têm posições divergentes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo isto vem a propósito do meu post anterior que motivou debates intermináveis noutras paragens como sejam os blogs do Reflectindo e do Jonathan McCarthy.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É facílimo encontrar estes dois personagens na linha da frente contra tudo o que é e/ou parece erro governativo ou político da Frelimo. É frequente encontrar estes senhores pregando o "caos moçambicano" e a podridão da sua classe dirigente. É usual encontrá-los de dentes cerrados contra qualquer um que ouse contrapor uma posição diversa a que, invariavelmente, usam para atacar ou o o Governo ou a Frelimo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É comum ouvir-lhes que se defende cegamente o poder do dia quando se pede que aprofundem ou vejam o que "parece" errado de outra forma; noutro ângulo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Provoquei-lhes com a possibilidade de o MDM e o Daviz Simango, a julgar pelas mensagens que nos enviou pelo Hi5 (possível até por telemóvel, instantes antes, no momento ou logo depois do sucedido) e outras plataformas electrónicas em claro sinal aproveitamento político da situação condenada pr todos incluindo pelo Chefe do Estado Moçambicano, terem ensaiado aqueles desacatos para se promoverem e cavarem mais fundo a cova da Renamo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi a histeria total. Foram vistos indivíduos identificados com a Renamo e nada mais importa: não importa a averiguação do grau de comparticipação desses indivíduos nem a certificação de que, apesar de terem sido vistos, estiveram ou não envolvidos em tudo quanto aconteceu (temos que assumir que todos arancaram a arma ao polícia, todos dispararam para o ar, todos distruiram a aparelhagem, todos atiraram pedras, todos levaram a arma à Dhlakama) nem a muito defendida necessidade de legalidade na privação de liberdade das pessoas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Estado, para estes senhores, deve sair a rua e prender. Aliás, foi isso que os agentes do Estado fizeram em Mongicual com os resultados conhecidos e condenados. Mas desta vez, foi o MDM, foi Daviz; prendam-nos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Defendem que se prendam os indivíduos porque Dhlakama e outros lacaios tiveram pronunciamentos que "indiciam" que a Renamo esteja envolvida no atentado a democracia ocorrido em Nacala. Para estes senhores, neste caso, sublino &lt;b style="text-decoration: underline;"&gt;neste caso&lt;/b&gt; é suficiente. Para o Estado não é. Foi critério muitas vezes usado e muitas vezes criticado que, agora que se está ou deve estar a cumprir a legalidade, fazemos barrulho para que se faça o contrário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesse exercício esquecemos o essencial. O atentado a democracia que é o uso da violência ou o aproveitamento dela para nos auto promovermos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com esses expedientes não questionamos, por exemplo, como é que o Conselho Municipal de Nacala autorizou o Comício e a PRM só destacou 1 elemento numa situação em que, dada a presença de Dhlakama e a conflitualidade entre as duas organizações, poderia gerar tumultos como, aliás, veio a acontecer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com esses expedientes, não abordamos positivamente, como todos e cada um podemos fazer progredir o projecto de democracia que queremos, de facto, implantada em Moçambique.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Com esses expedientes Reflecti-McCarthianos apenas fizemos, mais uma vez, o exercício de separação os pro partido x e os contra esse x partido sem de facto pensarmos o país.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Provocação feita com termos que, quanto a mim, tem tudo de sentido, é hora de pensar o país uma vez que, como diz o falecido Lucky Dube, "&lt;i&gt;There's no future in the past" &lt;/i&gt;(não há futuro no passado), é tempo de correr.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um abraço&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1588206731570406425-6481489490486805758?l=soldadoraso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soldadoraso.blogspot.com/feeds/6481489490486805758/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1588206731570406425&amp;postID=6481489490486805758&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1588206731570406425/posts/default/6481489490486805758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1588206731570406425/posts/default/6481489490486805758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soldadoraso.blogspot.com/2009/06/discutindo-conviccoes.html' title='Discutindo Convicções'/><author><name>Martin de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16397363681563223952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1588206731570406425.post-595602337590059611</id><published>2009-06-19T05:41:00.000-07:00</published><updated>2009-06-19T05:45:25.080-07:00</updated><title type='text'>Conspiração Teorizada</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;Detesto violência. Abomino quem faz da violência um modo de vida. Abomino mais ainda quem use a violência para se projectar, aparecer, ou fazer passar a sua imagem/ideais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;O assunto político de momento é o acto vil consubstanciado numa pretensa tentativa de assassinato protagonizada, alegadamente, por membros da Renamo a mando, ao que se diz, de Afonso Dhlakama.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;Ando com a cabeça às voltas para perceber como se pode falhar na intenção de matar alguém, nas circunstâncias em que as coisas são nos dadas a conhecer.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;Continuo a pensar que o fracasso de uma tentativa de assassinato, principalmente quando o &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;tentador &lt;/i&gt;é um dos principais adversários, representa sempre um capital político forte. Atrai simpatias, solidariedade e pena.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;A génese do MDM e da popularidade do seu líder está nesses sentimentos. Ao ser excluído da corrida eleitoral, Daviz angariou simpatias e solidariedade das gentes da cidade da Beira. Daviz foi acolhido pelas bases da Renamo e por muitos sectores beirenses quando foi desamparado por Afonso Dlhakama e seus sequazes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;É um facto que para os desafios que se avizinham, o expediente de &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;coitadinho &lt;/i&gt;traído pela cúpula da Renamo não chega para atrair simpatias, solidariedade e apoios. É necessário um forte trabalho ideológico. Quando este se mostra insuficiente há que recorrer a outros. E porque não um atentado?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;Um atentado reagrupa os grupos de solidariedade. Um atentado choca. Um atentado mobiliza. As primeiras pessoas que neste contexto se aperceberam disso foram os próprios membros do MDM. Foi o próprio Daviz. Trato-o assim porque é meu amigo no Hi5. Foi através do Hi5 que ele me anunciou o sucedido, no mesmo dia em que os factos ocorreram. Foi através do Hi5 que o Daviz, me anunciou o “Atentado de Golpe” e me anunciou que a “democracia em Moçambique está cada vez mais a deteriorar-se só você pode salvar Moçambique. “&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;É evidente como eu faria para salvar Moçambique.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;Tenho discutido este assunto com vários amigos e alguns são unânimes em dizer que de todo este cenário, só uma parte saiu a ganhar. Não me parece difícil de adivinhar qual.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;Portanto, mais do que lamentar o sucedido, o MDM tratou de capitalizar o máximo possível o sucedido em Nacala. Tratou de mobilizar as massas para a sua causa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;Estarei a tentar dizer que o atentado não aconteceu? Não, de todo não. Estou apenas sugerir que olhemos para este acontecimento de outros ângulos. Estou a seguir um trilho deixado pelos acontecimentos anteriores ao atentado, os dados obtidos após o atentado e o efeito balão de oxigénio que este representa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;Estou a tentar dizer que é fácil “entregar” o atentado ao Dlhakama e seus sequazes tendo em conta que, “visivelmente,” foram homens “identificados” como da Renamo que perpetraram o atentado; mas não seria idiotice pensar que, apesar daqueles actores, o atentado pode ter sido cozinhado noutras bandas e por outras cabeças que não de Dlhakama e seus sequazes principalmente quando analisamos o aproveitamento político que o MDM e seu líder deram do facto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;Mas seja como for, seja quem for que preparou e executou é de todo condenável. Repugna me tanto a ideia de se “forjar” um atentado como instrumento mobilizador como a ideia de, tendo sido a Renamo, pugnar pela eliminação física ou, em última análise, pela intimidação dos concorrentes ao invés de eliminá-los e ou amedrontá-los com planos e ideias convincentes que demonstrem uma Renamo preocupada com a Nação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;Em comentário à Carta a Moda Antiga que o Mapengo escreveu a Ivone Soares acerca da “Teoria de Culpabilizar os Outros”, alguém comentou que a Renamo ainda não se constituiu como alternativa para a governação deste país. Esta constatação resulta do vazio de ideias que caracteriza a Renamo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;Mas, para além do vazio ideológico, as conhecidas zaragatas internas, desorganização, falta de democracia interna têm nos sido servidos em doses cavalares. É interessante pensar como um partido em si desorganizado pode pensar, planificar e tentar executar a ideia de eliminar o Daviz. Isto a suceder, seria a primeira vez que a Renamo nos demonstra alguma capacidade de pensar, planificar e executar. Seria uma novidade como é novidade entre nós eliminar fisicamente adversários políticos nos dias que correm.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;Política não é campo privilegiado da santidade. Antes pelo contrário.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;Diz o Mapengo que “alguns defendem que a política tem que ser limpa (?!).” Assim (contextualizando no caso em apresso), “se os outros, neste caso a Renamo, aparecem a fazer jogo sujo tentando eliminar fisicamente um adversário político, é lógico que perde a cotação por parte dos que têm essa ilusão” de que a política tem que ser limpa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1588206731570406425-595602337590059611?l=soldadoraso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soldadoraso.blogspot.com/feeds/595602337590059611/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1588206731570406425&amp;postID=595602337590059611&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1588206731570406425/posts/default/595602337590059611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1588206731570406425/posts/default/595602337590059611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soldadoraso.blogspot.com/2009/06/conspiracao-teorizada.html' title='Conspiração Teorizada'/><author><name>Martin de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16397363681563223952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1588206731570406425.post-8519489778636215520</id><published>2009-06-16T07:13:00.000-07:00</published><updated>2009-06-16T07:17:08.262-07:00</updated><title type='text'>Mudança</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; "&gt;Este blog vai mudar. Os longos interegnos vão dar lugar a uma participação mais activa, mais contundente. &lt;span class="Apple-style-span" style="text-decoration: underline;"&gt;O Soldado Raso &lt;/span&gt;vai cumprir a sua missão, vai descarregar o carregador da sua AK47 intelectual para aprender, para participar com ideias, para (como diz Júlio Mutisse) ser cidadão militante e consciente. Sois chamados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Aos puritanos, aos adeptos do politicamente correcto convido-os a repensarem antes de cá virem. Aqui as coisas serão ditas ao estilo MATA MATA. CURTO E GROSSO.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1588206731570406425-8519489778636215520?l=soldadoraso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soldadoraso.blogspot.com/feeds/8519489778636215520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1588206731570406425&amp;postID=8519489778636215520&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1588206731570406425/posts/default/8519489778636215520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1588206731570406425/posts/default/8519489778636215520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soldadoraso.blogspot.com/2009/06/mudanca.html' title='Mudança'/><author><name>Martin de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16397363681563223952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1588206731570406425.post-1469941262422777418</id><published>2009-02-18T05:23:00.000-08:00</published><updated>2009-02-18T05:37:12.182-08:00</updated><title type='text'>Estou na Área</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Fui forçado ao silêncio. Fui gostosamente forçado ao silêncio. Gostosamente porque foi fazendo o que gosto que me vi forçado a estar blogosfericamente no silêncio.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O meu amigo, primo Matsinhe que anda por estradas similares as minhas é testemunha do quão gostoso é comer poeira pelas estradas de Dindiza, Chicualacuala, Banhine e por aí fora, fazendo algo com impacto imediato para as gentes deste Moçambique. Sim porque os gazenses são moçambicanos; sim porque o que estamos a fazer, multiplica-se pelo esforço de muitos outros em todos os cantos de Moçambique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, em Maputo e outros cantos produz-se ciência, apimentam-se debates. Continuamos a assistir "aos puros", aqueles que dizem sempre "as verdades", ancorados numa qualquer oficina blogósfera, e os "maus" e "oficiosos" espalhados nas críticas, bandlas e subversidades blogósferas. O País, os filhos inteligentes do país saberão julgar a utilidade, mérito e demérito dos argumentos esgrimidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Pais real precisa dos debates que correm aqui. Deles podem surgir ideias para melhorar as suas vidas. Mas mais do que debates, o povo precisa de acções que lhes afaste da vulnerabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É chato quando chove há fome e quando não chove também há fome. O país é rico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: ... desisti. Mano Júlio quase foi trucidado por causa de um PS.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1588206731570406425-1469941262422777418?l=soldadoraso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soldadoraso.blogspot.com/feeds/1469941262422777418/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1588206731570406425&amp;postID=1469941262422777418&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1588206731570406425/posts/default/1469941262422777418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1588206731570406425/posts/default/1469941262422777418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soldadoraso.blogspot.com/2009/02/estou-na-area.html' title='Estou na Área'/><author><name>Martin de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16397363681563223952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1588206731570406425.post-3831168963991891283</id><published>2008-11-03T07:31:00.000-08:00</published><updated>2008-11-03T07:35:48.070-08:00</updated><title type='text'>Tráfico de pessoas leva à capacitação de agentes</title><content type='html'>&lt;strong&gt;O título desta postagem foi decalcado de um artigo inserido no notícias de hoje 03 de Novembro de 2008. Mais uma vez fico com a sensação de que a nossa polícia vai sempre atrás dos acontecimentos; funciona como bombeiros que só actuam com o deflagrar do fogo. Eis a notícia.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;MOÇAMBIQUE está desenvolver esforços visando estancar a problemática do tráfico de pessoas, um fenómeno que tende a ganhar contornos alarmantes nos últimos tempos.&lt;br /&gt;Maputo, Segunda-Feira, 3 de Novembro de 2008:: Notícias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta perspectiva, vários encontros estão a ser realizados, nos quais se debate os mecanismos mais exactos de actuação. É neste quadro que estão a ser capacitados agentes da lei e ordem, nomeadamente, oficiais da Migração, Polícia de Guarda-Fronteira, de Investigação Criminal e de Protecção,  bem como técnicos de Acção Social da região sul do país, acção que pretende munir os participantes de instrumentos que lhes possibilitem actuar com maior eficácia em casos desta natureza, ao mesmo tempo que possam apresentar resultados concretos. Acções de encorajamento no combate e prevenção deste fenómeno, protecção das vítimas e divulgação da Lei contra o Tráfico de Pessoas são outras variantes da formação, ministrada pela Organização Internacional de Migração, em coordenação com as autoridades moçambicanas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1588206731570406425-3831168963991891283?l=soldadoraso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soldadoraso.blogspot.com/feeds/3831168963991891283/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1588206731570406425&amp;postID=3831168963991891283&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1588206731570406425/posts/default/3831168963991891283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1588206731570406425/posts/default/3831168963991891283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soldadoraso.blogspot.com/2008/11/trfico-de-pessoas-leva-capacitao-de.html' title='Tráfico de pessoas leva à capacitação de agentes'/><author><name>Martin de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16397363681563223952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1588206731570406425.post-542049001039184488</id><published>2008-07-16T00:28:00.000-07:00</published><updated>2008-07-16T00:47:17.554-07:00</updated><title type='text'>Celebrando a Cultura - Buscando Inspiração</title><content type='html'>Decorre em Xai-Xai o festival da cultura. Tive o privilégio de assistir a cerimónia de abertura. Coisa louca, coisa gira. O orgulho da minha moçambicanidade atingiu extremos poucas vezes alcançados, a contemplação da diversidade que este espaço do índico alberga fez me repensar o nível de conhecimento que tenho dele, a beleza da minha gente me apaixonou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho orgulho de ser desta nação em construção. Ainda bem que a nação é um projecto, está em construção. Bem hajam estes festivais que nos permitem conhecer as várias nações que somos e perspectivar os passos a dar, todos os dias, para vivermos unos na diversidade que nos caracteriza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem diz Hugh Masekela citado pelo notícias: “o que custa para nós fazer regularmente uma coisa como esta? Isto é que é celebrar a cultura, não queremos um dia dizer ‘we use to be Africans’, que é o risco que corremos actualmente nos nossos países”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que, de facto, é de eventos como estes que podemos vislumbrar a riqueza que nos caracteriza de modo a evitar o risco referido por Masekela, relativo aos desafios que os países africanos enfrentam no presente que é a aculturação, facto que, na sua opinião, se deve, entre muitos outros factores, à falta de eventos periódicos de exaltação e celebração cultural quer à escala nacional quer na do continente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nosso Jimmy lá esteve também. Veio buscar inspiração para nos inspirar. A nós moçambicanos, aos africanos no geral e ao mundo. Não há dúvidas de que o que ele bebeu dali é puro e os seus dedos e criatividade transformarão num produto que fará o nosso deleite. É que para Jimmy citado pelo notícias, "nem foi necessário percorrer este vasto país. Aqui em Xai-Xai tive a oportunidade de estar perante aquilo que é efectivamente a nossa riqueza, de Gaza e de todas as partes de Moçambique. Vi aqui aquilo que é o nosso potencial. Esteve aqui patente sem dúvidas o nosso mosaico cultural. Tudo estava aqui sintetizado. Sem dúvidas uma verdadeira festa nacional. Quero confessar que estou fortemente inspirado para nos próximos trabalhos incluir algo do que aqui vivi, algo do que aqui aprendi. Aguardem-me."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1588206731570406425-542049001039184488?l=soldadoraso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soldadoraso.blogspot.com/feeds/542049001039184488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1588206731570406425&amp;postID=542049001039184488&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1588206731570406425/posts/default/542049001039184488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1588206731570406425/posts/default/542049001039184488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soldadoraso.blogspot.com/2008/07/celebrando-cultura-buscando-inspirao.html' title='Celebrando a Cultura - Buscando Inspiração'/><author><name>Martin de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16397363681563223952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1588206731570406425.post-1416534890421531246</id><published>2007-12-05T06:55:00.000-08:00</published><updated>2007-12-05T07:12:19.808-08:00</updated><title type='text'>O rosto do RACISMO</title><content type='html'>Este texto chegou-me via email. Achei a história arepiante. Acho que toda a gente e, particularmente nós africanos de raça negra temos que dizer um BASTA a este ciclo secular de abusos e descriminação. CHEGA. Leiam o artigo abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rosto do RACISMO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mulher que se incendia como protesto à descriminação racial. Horrivel......Até que ponto a ira e a revolta nos levam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que a cor da pele é assim tão importante ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se segue serve de alerta especial a todos os angolanos residentes em Angola, mas também a todos os africanos que entendam a lingua portuguesa (moçambicanos, guinienses, Cabo-verdianos e São-Tomenses e até congoleses) e que se encontrem nos seus respectivos países. Serve também como chamada de atenção aos dirigentes africanos dos mesmos países, em particular de Angola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 17 de Outubro do ano corrente, uma senhora chamada Maggy Delvaux-Mufu, de nacionalidade belga mas de origem congolesa, de 42 anos e mãe de 3 filhos, residente em Luxemburgo, que foi constantemente vitima de racismo naquele país, tomou uma atitude bastante radical para chamar atenção da sociedade naquele país e a nível mundial sobre a presença do racismo e seus efeitos nefastos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A senhora em causa, estava atolada em dividas. Desesperada, recorreu a uma organização que ajuda a solucionar problemas relacionados com dívidas naquele país(na Holanda exíste uma organização semelhante). Ela escreveu várias cartas a esta organização, explicando os motivos das suas divídas, o montante da divída, e solicitando ajuda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em resposta, a senhora em causa ao invés de receber da referida organização algum tipo de apoio(o procedimento normal nestes casos sería convidar a senhora para uma entrevista, analisar bem o caso dela e depois establecer algum critério que lhe ajudasse a saldar a divida, desde que ela se comprometesse a pagar em "miúdos", depois de 1 ou 2 anos, o dinheiro de volta á referida organização)ela foi recebendo cartas de conteúdo racista, vez após vez, o que passava a mensagem de que, pelo facto dela ser "negra", não merecía apoio algum, e que só mesmo pessoas da raça dela("negra") é que se individaríam a tal ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Delvaux-Mufu não teve apenas esta experiência de racismo na sua vida. Antes disso, a senhora Mufu já notava que em alguns lugares lhe eram dado "olhares estranhos" apenas por ser preta. Já se confrontara com situações em que foi chamada de "negra", ou discriminada de outras maneiras. A senhora Mufu estava farta de ser discriminada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cartas de conteúdo racista foram a gota d'água para ela.Uma Atitude Chocante!Em reação ás varias cartas de conteúdo racista que foi recebendo, a senhora Mufu decidíu escrever para vários jornais avisando da situação dela e que ela se queimaría viva em público, já que por ser "negra" não merece gozar dos mesmos direitos que os outros cidadãos naquele país(notem que ela tinha nacionalidade europeia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Jornal "Le jeudi" tornara pública uma de suas cartas, em que a senhora dizía em parte: "eu sou contra todo tipo de violência mas o que se passa é que cada dia que passa eu e a minha familia temos de suportar violência moral, discriminação e muito mais do senhor Juncker da admnistração", disse na carta publicada na semana passada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A senhora Mufu alertara a opinião pública nacional que se queimaría viva no largo dos mártires no centro de Luxemburgo as 12 horas, em protesto contra o racismo. Apesar de muitos dos leitores dos jornais e até instancias do estado a principio não levarem a sério as palavras desta senhora de origem africana, a policia foi alertada e um grupo de oficiais foi destacado para o local.No mesmo dia que a senhora Mufu prometeu queimar-se viva, esteve antes, pela manhã, em frente ao gabinete do primeiro ministro protestando contra a maneira que estava a ser tratada e solicitando ajuda para melhorar a sua situação financeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o protesto, a senhora Mufu reiterou a sua ameaça de se queimar viva em protesto contra o racismo. Ninguém do gabinete do primeiro ministro deu ouvidos á senhora mas a policia mais uma vez foi alertada. Mais tarde, no mesmo dia, a senhora Mufu dirigiu-se ao largo dos mártires, no centro de Luxemburgo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Camufladamente, ela carregava com ela uma bolsa onde havia um Isqueiro e uma lata de gasolina. A policia já patrulhava a área. Repentinamente, a senhora Mufu muda de planos. Ao invés de dirigír-se ao largo dos mártires como avisara, ela se dirige agora para a "praça das armas", um lugar oposto ao largo dos mártires, onde se reunía um grupo de jornalistas que cobría um evento organizado pelo "Movimento ecológico".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ás pressas, a senhora Mufu se dirige para o meio dos jornalistas, e avisa que estava prestes a sacrificar a sua vida em protesto contra o racismo. Momentos depois, num gesto que assustou as centenas de pessoas concentradas no local, a senhora Mufu abre a sua bolsa e retira dela uma lata de gasolina e despeja sobre si! A multidão entra em panico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em poucos segundos, a senhora Mufu já tem um Isqueiro aceso na mão e incendia-se a sí mesma no meio de toda multidão reúnida! Bastou acender o isqueiro e a senhora Mufu transforma-se logo numa tocha humana. Imediatamente os jornalistas tentaram abafar o fogo com os seus casacos e camisolas, enquanto a senhora Mufu começava a gritar bem alto e correndo, devido a dor que sentía. Foi uma cena deveras chocante, inimaginável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo, seguem algumas imagens desta cena horripilante, conforme saíu no canal de televisão RTL.Centenas de pessoas começaram a correr dispersas enquanto viam no centro da cidade uma mulher negra, envolta em chamas, a correr e a gritar em desespero. Pelos gritos da senhora Mufu dava para perceber quão grande era a dor que sentía devido a queimadura. Alguns dos transeuntes devído aquela cena começaram a vomitar, outros simplesmente fugiram do lugar. Quando as ambulancias e os bombeiros chegaram no local, as chamas já tinham sido extintas do corpo da senhora pelas dezenas de pessoas que acorreram em seu socorro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Delvaux Mufu foi levada para o hospital ainda viva, mas em estado grave. Até hoje ela continua viva mas lutando pela sua vida no hospital Bon Secours METZ, onde se encontra internada. Tem recebido diversas visitas de pessoas de diferentes escalões sociais, desde politicos até membros de ONG's e activistas dos direitos humanos.A Necessidade de uma África para os africanos.Como residente na Europa, o berço do racismo, tenho andado a reflectír muito nestes últimos dias na atitude desta senhora congolesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Delvaux Mufu tem sido chamada de "O rosto do Racismo", e a sua atitude expõe a hipócrisia da sociedade europeia no que se refere ao racismo. O racismo existe, e na Europa tem raízes muito fortes. O africano até nos dias de hoje continua a ser humilhado, barrado em muitas áreas na Europa apenas pela sua aparência e côr da pele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existe no mundo nenhuma raça mais discriminada e humilhada do que a raça "negra".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dificilmente eu tería orgulho de alguma vez ser chamado de europeu, ainda que exiba a nacionalidade holandesa. A senhora Mufu era "belga" de nacionalidade, mas tinha um "handicap": era "negra", e para os adeptos de "James Watson", ela é inferior e portanto não merece os mesmos direitos que os europeus autoctenes.Perante esta realidade, surge a necessidade de construírmos uma África onde o homem africano se possa sentír verdadeiramente dono da sua terra e do seu destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso só vai acontecer quando os líderes africanos tomarem consciência de que é hora de começarem a investir no homem africano. Isso evitará que o africano tenha de emigrar constantemente a procura de pão, trabalho e liberdade além fronteiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se cultivarmos o hábito de nos defendermos, de nos valorizarmos como africanos que somos, evitaremos assistir constantemente a fuga massiva de africanos de África para a Europa onde quase sempre acabam sendo discriminados e tratados como cidadãos de segunda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente o Israel expulsou 45 imigrantes africanos de Darfur, que pretendiam se refugiar naquele país. Eles nem foram permitidos entrar no país. Foram simplesmente expulsos e abandonados á sua sorte, e nem contaram com a solidariedade de país africano algum!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os líderes africanos devem ganhar juízo e cultivar valores como solidariedade, amor e respeito para com o seu povo. O africano deve sentír-se seguro e orgulhoso de viver em África, porque não existe nenhuma outra parte do mundo onde o homem africano ou "negro" não seja discriminado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Irónicamente até em África o africano é discriminado na côr da sua pele; não é só discriminado: é privado de todos os seus direitos fundamentais, fazendo-o emigrar em busca de novas perspectivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cúmulo da vergonha é assistirmos em Angola, cidadãos perderem suas casas a favor de alguns refugiados portugueses, supostamente os donos das mesmas casas antes da Independência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso mais recente é o do cidadão português José Borges, que para além de ser um cidadão português, que comprovadamente se encontrava ilegal, ainda lhe foi dado o privilégio de abrir um processo judicial contra um conhecido jornalista angolano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este privilégio jamais um refugiado africano terá na Europa. Os nossos líderes são tão distraídos, que logo após a dipanda se esqueceram de promulgar leis que condenassem o colonialismo e até os "comprovados" ex-colonialistas; ao invés disso, assiste-se a chegada massiva de vários ex-colonialistas em Angola, a maioría deles refugiados económicos, que se dão ao direito(que lhes é dado) de exigír as suas pertences do periodo colonial, conquistado ilegalmente em Angola!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim que muitos de nós acabamos por nos encontrar na mesma situação vivida por Delvaux-Mufu. Esta senhora podía ser angolana. Esta senhora podía ser a mãe ou a irmã de um de nós. Esta senhora é uma africana que merecía estar em África a viver bem (o Congo é um país tão rico)!Conforme eu dizia no inicio, em Angola nunca vivi uma experiência pessoal de racismo. Mas um amigo meu, um angolano estudante na África do Sul que recentemente visitou Angola de férias, me deu novidades nada agradaveis relacionado a este assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele constatou em loco, para a sua tristeza, que há uma tendência muito grande do aumento do racismo em Angola. Segundo ele, existem empresas em Angola, principalmente bancos, que preferem contratar pessoal de raça branca ou raça mestiça(em Angola existe raça mestiça, basta dar uma olhada no B.I de alguns),como seus funcionários. Estes, auferem geralmente um salario melhor, para não mencionar outros privilégios. Certa vez tentei questionar isso a uma amiga advogada, uma jovem angolana de "raça mestiça" residente em Luanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quís saber dela, desse boato que exíste por ai, de que nos bancos em Angola e em algumas empresas, os brancos e mulatos são privilégiados. A resposta dela foi mais ou menos esta:"Tens de vêr que as empresas precisam de pessoas competentes para trabalhar nas mesmas, não se trata de racísmo, trata-se de competencia", respondeu ela."Então queres dizer que os pretos não são competentes"? Perguntei eu admirado com a resposta dela. Ela não soube me responder a esta pergunta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu só espero que no meu regresso para Angola, depois de aturar os racistas de cá, não me volte a confrontar com os racistas de lá. A minha atitude podería ser tão radical como a da senhora Mufu....mas de maneira inversa!Até lá, rezemos todos pela recuperação da senhora Mufu, uma africana corajosa que se mostrou disposta a sacrificar a sua vida em protesto contra o racismo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noticia triste. Morreu Maggy Delfaux-Mufu, a senhora africana de origem congolesa, em resultado dos graves ferimentos de queimadura. Triste, triste, triste! Mais triste ainda fiquei quando soube que afinal, Delfaux-Mufu já estava morta por altura da publicação do meu artigo que falava sobre ela .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabou por falecer mesmo no hospital "Bon Secours METZ" onde estava internada.Para aqueles que ainda duvidam ou duvidavam dos motivos por trás da atitude de Delfaux-Mufu, já está tudo esclarecido: Delfaux-Mufu foi pura e simplesmente discriminada a base da sua raça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos jornais tornaram públicas as cartas de conteúdo racial que esta senhora foi recebendo, bem como as cartas em que ela exprimía o seu descontentamento, a sua frustração perante toda essa situação.No meio disso tudo surgíu também uma nova revelação: Delfaux-Mufu era afinal casada com um homem de raça branca! Imagine! Nem mesmo o facto dela estar casada com um homem "branco" lhe servíu de "escape" ao racismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos tirar lições disso?O pior ainda não disse! É que, ao que tudo parece, o própio marido sabía que a esposa faría o que fez e ainda foi Cumplice! Tudo porque ele, segundo se diz, quería a todo custo se vêr livre das dificuldades financeiras, e a atitude da sua esposa lhe daría uma "grande ajuda nisso"! O mesmo esposo acompanhou a senhora Mufu até ao largo das armas, local em que esta senhora viría a incendiar-se, e é um dos que tenta extinguír as chamas da senhora conforme ilustra a foto abaixo!A noticia está a correr muitos blogues africanos, inclusive um blogue em Swahili.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma organização de africanos e descendentes africanos lançou em tempos uma campanha que tem como objectivo consciêncializar os africanos(principalmente as mulheres africanas), a não casarem com europeus apenas como forma de fugír ao racismo. O centro da mensagem é: "tenha orgulho da sua raça, não importa quão discriminado sejas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo copiei alguma das palavras( em inglês)usadas nesta campanha, palavras estas que também já estão a ser colocadas em alguns blogues (africanos) na Internet:"To marry a White person in a White Supremacist Racist controlled environment is no protection from White Supremacist Racist activity.Many have had to learn this lesson the hard way.In our work to neutralise the power of Institutional (Organised) Racism, we work to minimise the suffering and death of the victims of White Supremacist ideology".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Racismo existe, e esta senhora foi uma das suas vitimas. Ela morreu, mas o racismo continua vivo, e cada um de nós poderá ser a própia vitima.Conforme me foi traduzido de um blogue em Swahili, "Delfaux-Mufu representa a mãe África".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho palavras que chegam para exteriorizar a minha profunda tristeza, e até raiva pelo sucedido com esta senhora. O pior é que não houve sequer um gesto de solidariedade das autoridades do seu país de origem(O Congo), o que mostra mais uma vez a falta de solidariedade do(s) lidere(s) africano(s) para com o(s) própio(s) africano(s).Se denunciar os constantes abusos contra a raça negra significa ser racista; se denunciar que esta senhora passou o que passou apenas por ser "negra"-africana significa ser racista; Se denunciar que a senhora Mufu não é a única, mas que existem milhões que vivem situações semelhantes pela Europa significa ser racista; E se exigír que os lideres africanos devem trabalhar para edificar uma África onde o africano possa ser defendido e sentír-se seguro e protegido significa ser racista......então prontos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que assim seja!Maggy Delfaux Mafu, é uma mártir vitima do racismo! Para você que leu e entendeu...por favor: passe a mensagem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Nota: Que ninguém repita a atitude de Delvaux-Mufu, que eu condeno e considero ter sido a mais errada possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por: Osvaldo Rodrigues&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1588206731570406425-1416534890421531246?l=soldadoraso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soldadoraso.blogspot.com/feeds/1416534890421531246/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1588206731570406425&amp;postID=1416534890421531246&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1588206731570406425/posts/default/1416534890421531246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1588206731570406425/posts/default/1416534890421531246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soldadoraso.blogspot.com/2007/12/o-rosto-do-racismo.html' title='O rosto do RACISMO'/><author><name>Martin de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16397363681563223952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1588206731570406425.post-3746866067572200668</id><published>2007-11-26T07:46:00.000-08:00</published><updated>2007-11-26T07:59:44.466-08:00</updated><title type='text'>Boas Novas - Retoma a Produção em Algumas Indústrias</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Nada melhor para o primeiro post: o retomar da produção na Vidreira e na CIFEL segundo o notícias de hoje dia 26 de Novembro de 2007.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Compatriotas, são 100 empregos que poderão atingir 250 quando a empresa atingir a sua capacidade plena de laboração. Estamos a falar de 100 famílias, numa primeira fase, que passarão a beneficiar do reinicio da actividade dessa indústria. Infelizmente, este aspecto ficou secundarizado no artigo em análise ofuscado pelos números gordos do investimento a ser feito e os beneficiários da produção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só haverá mais trabalho para os moçambicanos se as indústrias actualmente encerradas reabrirem e se mais investimentos forem feitos no sentido de abrir outras. Eis a notícia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A empresa Vidreira de Moçambique deverá voltar a laborar a partir de meados de 2008, segundo deu a conhecer o director nacional da Indústria, Sérgio Macamo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A fábrica, localizada na zona industrial da Machava, arredores de Maputo, encontra-se paralisada há mais de 10 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a AIM, Sérgio Macamo explicou que um grupo empresarial sul-africano está neste momento a desenvolver acções com vista ao arranque efectivo daquela unidade vocacionada à produção de artigos em vidro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fonte declinou revelar o montante envolvido na reactivação da empresa, “porque ainda está em curso todo o processo de preparação do arranque, mas o que é facto é que em meados de 2008 tudo estará pronto para esse arranque”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Vidreira vai manter a mesma linha de produção e, embora possam haver  ligeiras alterações, essencialmente vai se dedicar à produção de garrafas para abastecer os grandes consumidores, que são a Cervejas de Moçambique e a Coca-Cola, entre outras indústrias que fazem o processamento de frutas e se dedicam ao fabrico de bebidas de um modo geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reactivação da Vidreira de Moçambique está integrada na estratégia do Governo visando a reabilitação das unidades industriais que se encontram paralisadas, estratégia essa baseada, fundamentalmente, na atracão de investimentos para o sector industrial. Macamo estimou em 300 o número de empresas que presentemente se encontram paralisadas, estando em curso esforços para a sua reabilitação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estatísticas oficiais indicam que o sector da indústria recebeu o maior volume de investimento aprovado (29 projectos) durante o primeiro semestre de 2008, totalizando cerca de 178 milhões de dólares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No âmbito da estratégia governamental, a Companhia Siderúrgica de Moçambique, antiga CIFEL, em Maputo, vai retomar as suas actividades produtivas a partir de Janeiro de 2008, após uma paralisação de cerca de duas décadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o director nacional da Indústria, a empresa ArcelorMittal está a investir cerca de 20 milhões de dólares na reactivação daquela empresa, ao abrigo de um memorando de entendimento assinado com o Ministério da Indústria e Comércio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sérgio Macamo referiu que a Companhia Siderúrgica de Moçambique vai fabricar diversos produtos de aço para aplicação em diferentes indústrias. Numa primeira fase, vai empregar 100 trabalhadores, e quando a empresa atingir a sua capacidade plena de laboração o número de trabalhadores vai aumentar para 250.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1588206731570406425-3746866067572200668?l=soldadoraso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soldadoraso.blogspot.com/feeds/3746866067572200668/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1588206731570406425&amp;postID=3746866067572200668&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1588206731570406425/posts/default/3746866067572200668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1588206731570406425/posts/default/3746866067572200668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soldadoraso.blogspot.com/2007/11/boas-novas-retoma-produo-em-algumas.html' title='Boas Novas - Retoma a Produção em Algumas Indústrias'/><author><name>Martin de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16397363681563223952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
